2014. Natal/RN. Eu tinha 22 anos e uma máquina de estampar comprada parcelada em 24 vezes.
A primeira venda foi pra um amigo que precisava de camiseta personalizada pra evento de igreja. R$ 39 a peça. Fiz na máquina alugada de outro amigo.
Levei 4 anos pra ter equipamento próprio. Levei 6 anos pra entender que estamparia genérica não era diferencial — era commodity. Levei 8 anos pra perceber que ia precisar reposicionar tudo.
Em 2020, comecei a pesquisar malha modal de alta performance pra desenvolver nossa própria linha premium. Quatro anos depois, lançamos a primeira versão da Best T-shirt.
Aqui está o que aprendi nesses 12 anos:
Não copie ninguém. Não tem fórmula pronta. Cada vez que tentei replicar o que vi outras marcas fazendo, desperdicei tempo. As decisões boas vieram de olhar pro meu próprio negócio e perguntar "o que faz sentido pra mim e pro meu cliente?"
Marca leva tempo. Não tem atalho. Em 2018, eu queria ser referência no Brasil. Em 2026, ainda tô construindo isso. Algumas conquistas precisam de anos pra acontecer — e tudo bem.
Cliente fiel vale 10x cliente novo. O melhor dinheiro que gastei em marketing foi cuidando bem dos clientes que já tinha. Eles indicaram. Eles voltaram. Eles me deram tempo pra acertar.
Diga não pra clientes errados. Demorei pra entender isso. Hoje, recuso pedidos B2B que não combinam com a marca. Recuso colaborações que não fazem sentido. Recuso desconto agressivo. Cada "não" deixa a marca mais forte.
Documente tudo. Esse texto é parte de algo maior — o Diário Lion. Quero que daqui a 10 anos, alguém leia o que pensei em 2026 e entenda como a marca chegou onde chegou.
Os próximos 10 anos serão sobre escala sem perder alma. E sobre continuar fazendo a melhor camiseta brasileira possível.
— Pedro Costa, founder